12 junho 2007

Enfim

Enfim a minha barriga agora parece mais de grávida do que de baiacú, e por isso eu ando besta. Dentro das roupas apertadas ou das roupas do Michael que, obviamente, me deixam com um ar anos 80 meio ridículo. Ai como é bom ser meio (ou inteiramente) ridícula. E são várias as camadas de roupas (ou pedaços de roupas) que precisam vir por baixo--eu de novo uma cebola. Aqui tem feito assim: amanhece e a água do passarinho está congelada. Hoje a mínima é 0º, ontem foi -3º, amanhã será -4º. Me assusto e enregelo. Durante o dia, no entanto, as máximas vão até 15º, 16º, 20º, porque aqui é meio deserto, lembre-se disso. Eu só quero ficar dentro da banheira fervendo ou debaixo de 2 edredons com 2 bolsas de água quente no pé com o aquecedor a gás me deixando embriagada. Há meses a gente lê estórias para a barriga mas só ontem aprendi que apenas agora o bebê começa a ter "algum" sistema auditivo. 17 semanas. Fico de novo besta de tão feliz ao constatar a familhada e os amigos queridos que estarão aqui em Outubro para celebrar uma barriga imensa e um casório hiponga na beira do rio. Teremos girafas, kudus, dassies e zebrinhas para completar o presépio. Mas com certeza a animação virá dos babuínos, é sempre assim. E eu ainda nem decidi nada, roupa, comida, bebida, horário. Aff... e lá quero me ocupar disso? O bebê ocupa todo o espaço de planejamento na vida. Só sabemos assim, que será na beira do rio no Daan Viljoen, uma reserva há 20 kms de Windhoek, e que teremos muito vinho e Tate Ekandjo, nosso querido pastor Ovambo que virá de Okathitu para oficializar a coisa toda. Enquanto isso, eu faço de conta que trabalho. Mais um grande financiador se manifesta esta semana, e eu... barriguda, friorenta, com preguiça, tomando chocolate quente e contando estórias para meu Peanut.

Será aqui!